A repórter Patrícia Campos Mello, da Folha, entrou com uma ação judicial contra o presidente Jair Bolsonaro. O motivo é o ataque a ela com ofensa de cunho sexual e a reprodução do insulto em rede social dele. Na ação, ela pede indenização por danos morais.
Também devido aos ataques com conotação sexual, os advogados de Patrícia entraram com processos cíveis contra Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da agência Yacows, de disparos de mensagens em massa, e Allan dos Santos, apresentador do canal online Terça Livre.
As ofensas à repórter começaram com o depoimento de Hans à CPMI das Fake News, no Congresso, em 11 de fevereiro. Na ocasião, o ex-funcionário da agência disse que Patrícia teria se insinuado sexualmente para ele. Uma semana depois, foi a vez de Bolsonaro invocar a fala de Hans e ofender a jornalista, ao dizer que ela "queria dar o furo a qualquer preço". Já Allan dos Santos propagou novas informações falsas sobre o episódio envolvendo Hans, em vídeo veiculado em seu canal no dia 12 de fevereiro.
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