A Bahia conta com dez representantes do estado na Câmara dos Deputados, em Brasília, que excederam o limite mensal da cota parlamentar, mais conhecida como "Cotão", nos primeiros quatro meses deste ano. Ao todo, esses parlamentares ultrapassaram o valor em R$ 74.137,40 mil, segundo dados da própria Casa.
O Cotão foi instituído em 2009, com o objetivo de custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. Na Bahia, esse valor pode chegar até R$ 39.010,85 mil. De acordo com dados públicos expostos no site da Câmara, o deputado federal João Carlos Bacelar (PR), conhecido como "Jonga" Bacelar, foi o que mais desrespeitou o limite. Foram R$ 56.235,63 mil gastos em janeiro, o que representa R$ 17.224,78 mil a mais do permitido.
Desse valor, R$ 49 mil foram destinados para a gráfica Shai Print Serviços Gráficos, localizada no Centro de Lauro de Freitas, para divulgação da atividade parlamentar. Na nota fiscal disponível no site, consta que a quantia foi gasta com a impressão de 175 mil boletins informativos do parlamentar.
O deputado federal Afonso Florence (PT) é o segundo colocado na lista dos que mais excederam o limite da cota parlamentar de janeiro a abril deste ano. Em fevereiro, ele somou R$ 54.063,62 mil em gastos, o que ultrapassa o permitido mensalmente em R$ 15.052,77 mil.
Nesse mês, ele gastou R$ 31 mil com divulgação parlamentar, que teve sua distribuição dividida em três empresas. Primeiramente, foram R$ 21 mil destinados à impressão de 17.500 informativos sobre seu mandato, na Saback Serviços Eireli, em Campinas de Brotas; depois R$ 8 mil para Radiola Comunicação e Assessoria, para gerenciamento de redes sociais e atendimento à imprensa; e R$ 2 mil para Tucano Gráfico, para diagramação de revistas, jornais e criação de cards para internet.
A terceira posição do "ranking" pertence a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), que, em janeiro, somou R$ 51.698,41 mil em gastos, ultrapassando o limite em R$ 12.687,56.
A comunista destinou R$ 38.689,68 mil para sua divulgação, dividos para duas empresas. A Gráfica Real arrecadou R$ 23.799,68 mil para arte, diagramação, impressão, corte e acabamento de jornal institucional, localizada em Brasília; e R$ 14.890 mil foram encaminhados à Stampmart, no Comércio, em Salvador, para impressão de jornais.
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