A Shell foi acionada na Justiça Federal pela ONG ambiental Redemar da Bahia e pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) após um barril de óleo da empresa ser encontrado boiando no mar. A ação pede que a marca de combustíveis forneça documentos e informações sobre os barris de lubrificantes da companhia que foram encontrados na Parada do Formosa, em Sergipe, e na Ponta de Tabatinga, a 7,4km de Natal.
O presidente da Redemar, William Freitas, declarou que “é importante cruzar as informações e ter certeza dos culpados por esse desastre que atingiu em cheio toda região nordeste e que vai prejudicar diretamente aos povos do mar, ao turismo e a longo prazo a depender da decantação por décadas das áreas atingidas”.
O dirigente da Sindipetro-BA, Deyvid Bacelar, disse que Shell e o Ibama, também convocado na ação para fornecer documentos e estudos relacionados ao caso, têm a obrigação de informarem a origem do óleo que afeta o litoral. “Queremos saber se isso é mais uma consequência do péssimo modelo de atuação das petrolíferas privadas que corrompem e poluem diversos países. A Petrobras, patrimônio nacional, sempre atuou de forma proativa no caso de grandes acidentes ambientais, auxiliando a União, Estados e Municípios. Agora, estão tentando privatizar a Petrobras aos pedaços e a preço de banana, além de abandonar o Nordeste do Brasil”, afirmou ele.
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