O julgamento de Geddel e Lúcio Vieira Lima na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), referente ao caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador, pode demorar mais duas semanas para ser encerrado.
O entendimento é do ministro do STF, Gilmar Mendes, integrante da Turma responsável, que levantou a hipótese, em entrevista à BBC Brasil, do caso não ser encerrado na semana que vem.
“Estamos dando sequência a uma ação originária da Bahia, que envolve o ex-deputado e ex-ministro Geddel (Vieira Lima). Vamos retomar (o julgamento) semana que vem, e talvez ainda precisemos de uma outra sessão”, disse. Em geral, a Segunda Turma se reúne todas as terças.
O julgamento de Geddel e Lúcio começou na semana passada, quando o ministro relator do caso dos R$ 51 milhões, Edson Fachin, votou pela condenação dos réus por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Nesta semana, o ministro revisor, Celso de Mello, manteve o entendimento de Fachin e também deu seu voto pela condenação dos dois. Ainda são aguardados os votos dos outros três integrantes da Segunda Turma: Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e o próprio Gilmar Mendes.
Geddel Vieira Lima está preso desde o final de 2017, quando as malas com dinheiro foram encontradas. Seu irmão Lúcio, que também é julgado, responde em liberdade. Ele tentou se reeleger deputado federal no ano passado, mas não obteve os votos suficientes.
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