A empresa que, segundo o PSL, foi responsável por produzir vídeos e fazer as redes sociais da campanha presidencial de Jair Bolsonaro não está no endereço informado pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O imóvel onde deveria ficar a Mosqueteiro Filme está localizado na cidade de Petrolina (PE), mas, segundo a revista Época, está fechado há pelo menos dois anos.
De acordo com a prestação de contas do PSL, a empresa recebeu R$ 240 mil, valor que corresponde a 20% do que foi gasto durante a campanha de Bolsonaro para as eleições de 2018.
A Mosqueteiro Filmes está registrada nos nomes da esposa e do filho do empresário Lucas Salles, que tem ligações com vice-presidente do PSL, Julian Lemos. Uma das empresas de Salles, a Alfa9, recebeu mais R$ 30 mil da campanha de Bolsonaro.
Os valores, no entanto, são muito diferentes dos cobrados no mercado para o mesmo tipo de trabalho. De acordo com a revista Fórum, Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, pagou R$ 15 milhões, e Henrique Meirelles (MDB) investiu R$ 10 milhões pelo mesmo tipo de serviço.
Com pena de até cinco anos de prisão, a lei eleitoral brasileira estabelece que informar na prestação de contas o CNPJ de uma empresa que não seja a real prestadora de serviço é crime de falsidade ideológica eleitoral.
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