O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) disse, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que houve uma "manipulação política do impeachment" pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e pelo ex-juiz Sergio Moro, atual ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL).
O tucano apoiou o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, no ano seguinte ao impeachment, se tornou ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (MDB).
"Depois das revelações, eu fico profundamente chocado com o que aconteceu na Lava Jato. Acho que o Supremo tinha que tomar providências, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça não sei se tomará. [...] Evidentemente você tem uma manipulação política do impeachment. Quando você tem a divulgação da delação de [Antonio] Palocci nas vésperas da eleição presidencial, você tem uma manipulação política da eleição presidencial. Isso feito de caso pensado, como os diálogos revelaram", afirmou, ao se referir às revelações feitas pelo site The Intercept Brasil.
“Não é uma coisa por inadvertência, foi de caso pensado. Então, isso para mim torna, não todos, porque não conheço todos, esses casos em que esse tipo de procedimento se verificou, nulos, porque atingiu um princípio fundamental do Estado de Direito, que é a garantia que a existência de um juiz imparcial dá ao direito de defesa”, emendou.
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