Ao pedir a condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, pelo bunker dos R$ 51 milhões em Salvador, o procurador-geral em exercício Alcides Martins disse que, se o dinheiro fosse de “trabalho honesto”, não estaria em caixas e malas.
Nesta terça-feira (24), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que é composta por Edson Fachin (relator), Celso de Mello (Revisor), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, deve julgar o caso. Para Alcides Martins, "ninguém em sã consciência, guardaria em caixas e malas, sem vigilância, cofre ou qualquer cuidado, R$ 51 milhões, se os tivesse obtido por efetivo trabalho honesto". "Tudo poderia ser furtado, roubado, extraviado", pontuou.
Geddel, preso desde 8 de setembro de 2017, Lúcio, ainda o Luiz Fernando, e a mãe dos emedebistas, Marluce Vieira Lima, foram denunciados em dezembro de 2017, três meses após a deflagração da Operação Tesouro Perdido, que apreendeu, em 5 de setembro daquele ano, os R$ 51 milhões em dinheiro vivo – R$ 42,6 milhões e US$ 2,6 milhões – em um apartamento em Salvador, que fica a pouco mais de um quilômetro da casa da matriarca. No dinheiro, foram encontradas digitais de Geddel.
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