O Brasil tem a "taxa de mortalidade" de uma empresa a cada dois anos, segundo levantamento do Estadão.
Com leilão marcado para a próxima terça-feira (7), a Avianca Brasil será a 11.ª empresa do setor a encerrar as operações desde 2001 no país.
No entanto, os casos de falência ou de recuperação judicial na aviação não são exclusividade do Brasil.
Só em 2019, outras nove empresas aéreas endividadas deixaram de voar no mundo, desde pequenas, como a sul-coreana AirPhilip, até as mais relevantes, como a Jet Airways, que chegou a ser uma das maiores da Índia.
Nos EUA, as companhias American Airlines, Delta e United tiveram de recorrer ao Chapter 11, o equivalente à ecuperação judicial brasileira, mas conseguiram continuar as operações.
Entre os fatores que explicam a elevada taxa de falência, estão as margens baixas, a necessidade de injeções volumosas de capital, contratos de longo prazo com arrendadoras de aeronaves e vulnerabilidade ao preço do combustível – e ao dólar, no caso brasileiro.
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