O prefeito ACM Neto afirmou hoje (13), em sua conta no Twitter, que a proibição do arrastão após o Carnaval deve ser conversado entre gestão municipal, população e conselho da festa. Segundo ele, isso não ocorreu quando o texto foi aprovado pela Câmara de Salvador.
“Em meio a tantos comentários, e devido à grande repercussão, acho que o projeto que proíbe o arrastão na Quarta-feira de Cinzas deveria ser debatido com a Prefeitura, sociedade e Conselho do Carnaval. Infelizmente, não foi”, escreveu Neto.
O prefeito tem 15 dias para decidir se vai transformar em lei o projeto, de autoria do vereador Henrique Carballal (PV) e que foi aprovado ontem pelos edis da capital baiana. Neto garantiu que vai examinar todos os detalhes da proposta e vai escolher de acordo com o que vai beneficiar a cidade.
“Vou examinar com critério, observando os aspectos jurídicos e objetivos do projeto, para só então tomar a melhor decisão para a cidade”, disse ele, em outro tweet.
O argumento de Carballal e dos favoráveis ao documento é de que, como o arrastão ocorre na Quarta-feira de Cinzas, há incompatibilidade com o início da quaresma, o período que antecede a páscoa cristã. O gestor municipal, no entanto, afirmou que não vê o evento afetar a comemoração religiosa.
“Desde já, afirmo, como católico, que não vejo conflito entre a manifestação popular e o respeito ao início da Quaresma. Salvador é a cidade do Brasil onde o “sagrado” e o “profano” convivem sem conflitos ou preconceitos”, completou ele na rede social.
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