Os 39 deputados federais eleitos pela Bahia em 2018 consumiram, de fevereiro até ontem, cerca de R$ 7,3 milhões por meio da cota parlamentar, segundo informações fornecidas pela Câmara sobre os custos bancados com verbas públicas repassadas todo mês aos membros do Congresso.
Entre os deputados baianos mais econômicos da Câmara está o deputado Zé Neto (PT), com o montante de R$ 138,5 mil. Em entrevista ao Baiano News, Neto afirmou que é normal a variação de gastos, pois cada parlamentar tem a sua forma de fazer política. Ele ressaltou que apesar de ter escritórios em três cidades, procura gastar menos da média do valor oferecido pela Casa.
"Eu cumpro meu papel como deputado. A gente tem um valor para utilizar em escritórios e eu procuro gastar menos da minha média que temos. As vezes acontecem de uns gastarem mais e outros gastarem menos. Todos os deputados temos o mesmo valor para consumir. Alguns querem consumir de forma mais imediata, outros de forma dividida. Seria leviano de minha parte fazer uma crítica sem conhecer os outros gastos. Vamos aguardar o final de cada ano, onde são apresentados todos esses gastos e aí sim podemos fazer as devidas observações. Eu acho que devemos ter cuidado e ficar atentos, pois existem alguns deputados que não gastam nada. Então eu não estou preocupado com os que estão gastando muito e sim com esses que nada gastam. Como você faz política sem gastar nada? Hoje eu tenho três escritórios. Um em Feira, um em Salvador e um em Brasília. Eu preciso dessas três bases para tocar o meu mandato. Me preocupa mais esses deputados que não gastam nada. Fico me perguntando quem financia isso? Tem que ter cuidado. Nem muito céu, nem muito ao mar. É preciso sempre haver um equilíbrio", declarou o deputado.
O ranking dos deputados mais econômicos da bancada é liderado por Igor Kannário (PHS), que usou apenas R$ 81,1 mil para pagar despesas extras relativas ao exercício do mandato parlamentar. Na ponta de baixo da tabela, estão ainda Aldolfo Viana (PSDB), com R$ 117,2 mil; Paulo Magalhães (PSD), com R$ 120,5 mil e Pastor Isidório Filho (Avante), com R$ 139,3 mil.
Da bancada, o maior volume de gastos foi apresentado por Félix Mendonça Júnior (PDT), com o montante de R$ 267,5 mil. Na sequência, vêm Daniel Almeida (PCdoB) e Uldurico Junior (Pros), cujas despesas somaram R$ 241,1 mil e R$ 236,8 mil, respectivamente. Em quarto e quinto, aparecem Arthur Maia (DEM), com R$ 229 mil, e Jorge Solla (PT), com R$ 226,1 mil.
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