Com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, em vigor desde novembro de 2017, os pedidos de abertura de sindicatos caíram drasticamente. Segundo dados do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais, do Ministério da Economia, apenas 176 registros foram solicitados este ano, até meados de agosto. Em anos anteriores à mudança, o número rondava a casa de 800 pedidos. As informações são do Estadão.
O dado repete a tendência observada em 2018, primeiro ano cheio com a reforma trabalhista em vigor, no qual apenas 470 solicitações foram registradas. No ano passado, apenas 174 pedidos foram concedidos; neste ano,106 foram autorizados pelo ministério.
Tanto grandes centrais sindicais quanto o governo federal avaliam que a mudança na contribuição levou ao estancamento da criação de sindicatos que surgiam apenas para viver do financiamento que vigorou por décadas no País. Atualmente, o desconto sindical só ocorre quando o trabalhador autoriza.
A medida representou um baque para o setor: em 2018, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado.
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