Em entrevista à revista Veja que chega às bancas neste fim de semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre os meses de abril e maio. Segundo ele, sua atuação foi fundamental ara pôr panos quentes numa insatisfação que se avolumava.
A combinação explosiva envolvia uma rejeição dos setores político e empresarial e até de militares ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a Veja, um grupo de parlamentares resolveu tirar da gaveta um projeto que previa a implantação do parlamentarismo.
Simultaneamente, afirma Toffoli à revista, um dos generais próximos ao presidente chegou a consultar um ministro do Supremo para saber se estaria correta a sua interpretação da Constituição segundo a qual o Exército, em caso de necessidade, poderia lançar mão das tropas para garantir “a lei e a ordem”. Em outras palavras, o general queria saber se, na hipótese de uma convulsão, teria autonomia para usar os soldados independentemente de autorização presidencial.
Longe de Brasília, a insatisfação também era grande. Empresários do setor industrial incomodados com a paralisia da pauta econômica discutiam a possibilidade de um impeachment do presidente.
Quando o caldo ameaçou transbordar, o presidente Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre, (DEM-AP), além de autoridades militares, se reuniram separadamente mais de três dezenas de vezes para resolver o problema.
Política Comissão de Desenvolvimento Econômico aprova parecer do deputado Zé Neto a marco legal do setor de Distribuição
Política Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera todos os cenários da corrida eleitoral
Política Lula acusa Flávio Bolsonaro de pedir intervenção dos EUA no Pix
Política EUA propõem tarifa extra de 12,5% ao Brasil e outros 59 países após investigação sobre trabalho forçado
Política Lula acusa Flávio Bolsonaro de “trair a pátria” após reunião com Trump nos EUA
Política Alba aprova abono do Fundef para mais de 85 mil servidores da Educação na Bahia