O senador Cid Gomes (PDT-CE) também foi alvo do hacker Walter Delgatti Neto, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema que invadiu o Telegram de diversas autoridades, entre elas o presidente Jair Bolsonaro.
Ao ser informado sobre o assunto pelo jornal O Estado de S. Paulo, Cid disse que isso reforça sua posição de que o caso deve ser amplamente investigado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Na área de trabalho de um laptop atribuído a Delgatti em poder da Polícia Federal há dezenas de atalhos com os nomes de autoridades. Lá aparecem "Witzel", possivelmente o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão (MDB), preso pela Lava Jato. A PF apura quem teve mensagens capturadas, de fato, ou se houve apenas uma tentativa.
Segundo o jornal, o hacker tinha em seu poder os números de telefone de parte da cúpula do governo Bolsonaro, entre eles o do general Luiz Eduardo Ramos, recém-nomeado ministro da Secretaria de Governo, e do vice-presidente Hamilton Mourão, além do general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Ontem (31), a Justiça decidiu manter preso Danilo Marques, um dos suspeitos de hackear autoridades. A PF chegou a solicitar a soltura do investigado, mas reconsiderou após identificar novos elementos que o ligam a Delgatti. A prisão temporária de Marques, Delgatti, Gustavo Santos e Suellen Oliveira vence hoje (1º).
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