O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), anuncia nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura à Presidência da República em 2026, movimento que já impacta diretamente o cenário político na Bahia e interessa ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado. O anúncio oficial será feito às 16h, na sede da legenda, em São Paulo. A decisão ocorre após disputas internas no partido e reorganiza alianças no país.
A veio após a saída do governador do Paraná, Ratinho Junior, que era favorito dentro do PSD. Com isso, Caiado ganhou espaço na sigla, enquanto o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, perdeu força. A articulação foi conduzida pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, diante do prazo legal para desincompatibilização.
Cenário nacional
Caiado tenta se firmar como alternativa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o campo bolsonarista, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Apesar disso, o perfil do governador de Goiás é mais alinhado à direita, o que pode dificultar a busca por eleitores de centro.
Com trajetória política consolidada, Caiado já foi candidato à Presidência em 1989, além de ter exercido mandatos como deputado, senador e governador. Agora, aposta na experiência e na força do agronegócio para sustentar a nova candidatura.
Reflexos na Bahia
Nos bastidores, aliados apontam que a candidatura de Caiado cria uma alternativa nacional para ACM Neto, evitando uma associação direta com Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A estratégia é vista como forma de reduzir desgaste diante da rejeição ao bolsonarismo no eleitorado baiano.
A movimentação também facilita a construção de alianças locais. Com mais liberdade, ACM Neto pode definir seu palanque sem depender da disputa presidencial, repetindo uma linha mais independente adotada em eleições anteriores.
Rearranjos políticos
A saída de Caiado do União Brasil e ida para o PSD diminuiu tensões na federação com o PP. Lideranças avaliam que o movimento ajuda a destravar acordos regionais e evidencia divisões internas entre os partidos.
Internamente, a avaliação é de que a federação enfrenta conflitos e interesses divergentes. Com isso, cresce a tendência de autonomia nos estados, permitindo que lideranças como ACM Neto adotem estratégias próprias nas eleições.
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