O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (8) que o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus da trama golpista é sobre provas e não disputa política.
O ministro também fez uma comparação com o período da ditadura militar. Segundo ele, naquele regime não havia devido processo legal, nem transparência nos julgamentos. “Tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia. O julgamento é um reflexo da realidade. Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem”, afirmou o ministro.
Barroso ressaltou que o STF tem atuado com base na Constituição. “Não gosto de ser comentarista do fato político do dia e estou aguardando o julgamento para me pronunciar em nome do Supremo Tribunal Federal. A hora para fazê-lo é após o exame da acusação, da defesa e apresentação das provas, para se saber quem é inocente e quem é culpado. Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica”, argumentou Barroso.
Política Defesa diz ao STF que Bolsonaro não autorizou uso de IA em vídeo exibido na convenção do PL
Política Em proposta polêmica, Zema defende construção de super presídio em lugar remoto na Amazônia
Política Jerônimo rebate críticas de Zé Ronaldo é lista obras realizadas em Feira de Santana
Política Entenda por que Flávio Bolsonaro pediu desculpas a Michelle
Política Bolsonaro apresentou soluços por 36 horas seguidas, diz relatório médico ao STF
Política Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias e cita divulgação de carta