Cinco dias após o início do apagão que deixou centenas de milhares sem Luz em São Paulo desde a última sexta-feira (11), o assunto virou o principal tema de confrontos entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (Psol) e bagunçou até a agenda da disputa pela prefeitura da capital paulista.
Desde que a crise no fornecimento se agravou, ambos concentraram as trocas de acusação em torno da responsabilidade sobre o prolongado blecaute, que até a manhã desta quarta-feira (16) ainda já tinha deixado 100 mil paulistanos sem luz. O apagão também mudou a estratégia na propaganda para TV e rádio, mudou agendas, inundou as redes sociais e ganhou espaço no leque de promessas ao eleitor.
Atrás em todas as pesquisas divulgadas até agora - a do Datafolha o colocou 22 pontos atrás do atual prefeito de São Paulo -, Boulos acha que encontrou uma bala de prata na tentativa de virar o jogo sobre Nunes. Quando o forte temporal de sexta deixou a cidade às escuras, o candidato do Psol viu na crise uma boa chance de reverter a desvantagem.
Daí também a estratégia de Nunes de devolver o veneno para o adversário. No debate da Banda realizado na última segunda (14), o apagão ocupou o centro da linha de guerra entre ambos. Na ocasião, Nunes insinuou que a culpa do caos provocado pela concessionária de energia do estado de São Paulo, a Enel, era culpa da falta de fiscalização da Aneel, controlada pelo governo federal, que apoia Boulos.
Política Funcionário da Casa Branca organizou jato usado por Flávio Bolsonaro em fuga, diz NYT
Eleições 2026 Flávio Bolsonaro deixa o Brasil com esposa e filhas e deve pedir asilo político nos EUA
Política Após as 17h, foram computados 35 mil votos que pouco alteraram a diferença entre Lula e Flávio
Política Líderes mundiais parabenizam Lula e defendem parcerias com o Brasil
Política Lula avança sobre Flávio Bolsonaro em 96,7% dos municípios no 2º turno
Política Rejeição de Flávio Bolsonaro é cinco pontos maior que a de Lula: 52% a 47%