Cinco dias após o início do apagão que deixou centenas de milhares sem Luz em São Paulo desde a última sexta-feira (11), o assunto virou o principal tema de confrontos entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (Psol) e bagunçou até a agenda da disputa pela prefeitura da capital paulista.
Desde que a crise no fornecimento se agravou, ambos concentraram as trocas de acusação em torno da responsabilidade sobre o prolongado blecaute, que até a manhã desta quarta-feira (16) ainda já tinha deixado 100 mil paulistanos sem luz. O apagão também mudou a estratégia na propaganda para TV e rádio, mudou agendas, inundou as redes sociais e ganhou espaço no leque de promessas ao eleitor.
Atrás em todas as pesquisas divulgadas até agora - a do Datafolha o colocou 22 pontos atrás do atual prefeito de São Paulo -, Boulos acha que encontrou uma bala de prata na tentativa de virar o jogo sobre Nunes. Quando o forte temporal de sexta deixou a cidade às escuras, o candidato do Psol viu na crise uma boa chance de reverter a desvantagem.
Daí também a estratégia de Nunes de devolver o veneno para o adversário. No debate da Banda realizado na última segunda (14), o apagão ocupou o centro da linha de guerra entre ambos. Na ocasião, Nunes insinuou que a culpa do caos provocado pela concessionária de energia do estado de São Paulo, a Enel, era culpa da falta de fiscalização da Aneel, controlada pelo governo federal, que apoia Boulos.
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