O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, pediu nesta segunda-feira (14) que as autoridades brasileiras cumpram um mandado de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, caso ele esteja presente no Brasil na cúpula do G20. Em entrevista à Reuters, Kostin disse que "é importante que a comunidade internacional permaneça unida e responsabilize Putin".
O Brasil enviou ao político russo um convite padrão para as reuniões do grupo, que irão ocorrer nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro. De acordo com duas autoridades do governo brasileiro, não há qualquer indicação de que ele planeje comparecer. "Espero sinceramente que o Brasil o prenda, reafirmando sua condição de democracia e de Estado de Direito. Se isso não for feito, corre-se o risco de se criar um precedente no qual os líderes acusados de crimes podem viajar impunemente", disse Kostin, referindo-se à ordem estabelecida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin, em Haia.
Em 2023, o TPI emitiu um mandado de prisão contra Putin, acusando-o do crime de guerra de deportação de crianças. Kremlin rejeitou a ordem, considerando-a "nula e sem efeito".
Na reunião do G20 em Délhi no ano passado, o presidente Lula disse que Putin não seria preso se comparecesse à reunião no Brasil este ano. “O que eu posso dizer para vocês é que se eu for presidente do Brasil, e ele vier para o Brasil, não tem como ele ser preso”, garantiu na época.
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