Quinta, 05 de Fevereiro de 2026
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Assessor do ministro do Turismo é preso em operação que investiga candidaturas laranjas do PSL

Membros do partido são suspeitos de indicar falsas candidatas às eleições para desviar recursos.

27/06/2019 09h08
Por: Redação
Viatura da PF em condomínio de Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo
Viatura da PF em condomínio de Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

Um assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi preso na manhã desta quinta-feira (27) na investigação da Polícia Federal sobre supostas candidaturas de laranjas do PSL em Minas Gerais. Mateus Von Rondon foi detido em Brasília. Além dele, foi preso em Ipatinga um dos coordenadores da campanha de Álvaro Antônio à Câmara dos Deputados em 2018, Roberto Silva Soares, conhecido como Robertinho.

Desde fevereiro, a PF e o Ministério Público Eleitoral investigam o uso de candidatas para desvio de recursos do fundo eleitoral. Promotores veem indícios de fraude em caso de mulheres que receberam volume considerável de dinheiro, mas tiveram poucos votos. A suspeita é que elas não fizeram campanha e combinaram a devolução de recursos ao partido.

A empresa do assessor Mateus Von Rondon aparece na prestação de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal suspeitas de terem sido usadas como laranjas pelo PSL de Minas.

Ao todo, Lilian Bernardino, Naftali Tamar, Débora Gomes e Camila Fernandes declararam ter pago quantia de R$ 32 mil à empresa de Von Rondon. De acordo com a PF, ao que tudo indica, a empresa foi criada só para esta finalidade, pois foi fechada logo após o fim das eleições.

Policiais chegaram por volta de 5h40 na residência do assessor, em Brasília. Ele foi encaminhado para a superintendência da Polícia Federal em Brasília por volta das 7h40.

De acordo com as investigações da PF, Roberto Silva Soares é o atual primeiro-secretário do diretório do PSL em Minas e é suspeito de negociar devoluções de quantias pelas candidatas suspeitas.

Além disso, o irmão dele, Reginaldo Donizete Soares, é sócio de duas empresas (I9 Minas e a Imagem Comunicação) que figuram como prestadoras de serviços eleitorais (pesquisas e publicidade) às candidatas laranjas. De acordo com a PF, a I9 Minas não funcionava há pelo menos dois anos, mas de acordo com informações disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as duas empresas teriam recebido R$ 44,9 mil de duas candidatas suspeitas.

Procurado pelo G1, o Ministério do Turismo afirmou que irá se pronunciar. A reportagem tenta contato com os demais citados.

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