Envolvido em uma série de problemas na Justiça, na esteira do escândalo das joias presenteadas pela Arábia Saudita, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mais um motivo para se preocupar.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar o ex-chefe do Executivo pelo crime de peculato.
Segundo a publicação, o enquadramento foi indicado nesta semana, a partir de uma representação da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP). O crime em questão ocorre quando um funcionário público utiliza o cargo para desviar ou se apropriar de bens do Estado para si ou terceiros.
Além de Bolsonaro, o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o ex-secretário da Receita Julio Gomes, que atuaram para tentar liberar a entrada irregular das joias, também são citados na notícia-crime.
Conforme a coluna, o caso foi designado ao procurador da República Caio Vaez Dias, que integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF no Distrito Federal. Ele também participou de diligências relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Autora da representação, a deputada Luciene Cavalcante afirma que as condutas de Bolsonaro e demais envolvidos para liberar as joias são marcadas por “imoralidade, desarrazoabilidade e prejuízo aos cofres públicos”.
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