Para combater a evasão escolar de estudantes de famílias de baixa renda, o gabinete de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), trabalha para criar um programa permanência estudantil, com bolsas para alunos do ensino médio. O modelo em estudo, inspirado em política do Governo de Alagoas, inclui auxílio financeiro a todos os estudantes da etapa.
O ensino médio é considerado um dos mais preocupantes gargalos da educação brasileira. De acordo com informações do jornal de S. Paulo, são 686,7 mil jovens de 15 a 17 anos fora da escola, segundo dados de 2021 divulgados pelo Inep (Instituto nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Essa é a faixa etária esperada para a etapa.
A maior parte, 488,7 mil, são jovens de 17 anos. Estudos mostram que a necessidade de trabalhar é uma das principais causas para o abandono escolar entre jovens, e isso cresce com o avanço da idade —por causa de repetências, 69 de cada 100 estudantes concluem o ensino médio apenas com 19 anos.
A criação de um programa federal de bolsas no ensino médio é prioridade do futuro governo e foi um compromisso assumido com a ex-candidata ao Palácio do Planalto Simone Tebet (MDB). Antes de anunciar o apoio a Lula, ela pôs como condição a incorporação dessa promessa ao programa de governo petista.
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