O Ministério Público Federal (MPF) analisa as possíveis consequências que podem ser aplicadas ao presidente Jair Bolsonaro por ter feito discurso de cunho eleitoral durante os atos do 7 de Setembro. A informação é do Valor Econômico.
A avaliação preliminar do MPF é que o presidente ignorou as recomendações expedidas pelo órgão, que já havia alertado para que a celebração do Bicentenário da Independência do Brasil não fosse utilizada pelo governo como um evento político-partidário.
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e o secretário especial de Comunicação Social, André de Souza Costa, na véspera do 7 de Setembro, já haviam sido formalmente notificados para adotar as devidas medidas de prevenção nesse sentido.
"Faz-se necessário um exercício de ponderação entre a livre manifestação e a necessidade de zelar pelo respeito dos poderes públicos aos princípios, garantias, direitos, deveres e vedações previstos na Constituição", diziam os ofícios.
O presidente, no entanto, aproveitou o momento para fazer declarações de cunho eleitoral durante os discursos em Brasília e no Rio de Janeiro. “A vontade do povo se fará presente no próximo dia 2 de outubro. Vamos todos votar. Vamos convencer aqueles que pensam diferente de nós, vamos convencê-lo do que é melhor para o nosso Brasil”, declarou Bolsonaro em discurso na frente do Congresso Nacional.
No ato na capital carioca, o presidente também criticou o seu principal opositor no pleito pela presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em referência ao partido do adversário, Bolsonaro afirmou que “eles não voltarão" e que essa é "uma luta contra o mal".
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