Domingo, 01 de Fevereiro de 2026
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Irmão de petista assassinado condiciona reunião com presidente a reconhecimento de crime político

Três dias após o assassinato de Marcelo Arruda, o presidente os irmãos bolsonaristas da vítima e os convidou para uma reunião e coletiva de imprensa

18/07/2022 09h46
Por: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Após a repercussão do assassinato do petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Jair Bolsonaro entrou em contato com dois irmão da vítima, que já tinham se declarado apoiadores do presidente, e os convidou para um encontro e uma coletiva de imprensa. Contudo, no último final de semana, Luiz Donizete Arruda, um dos irmãos, afirmou que existem duas condições para se encontrar com Bolsonaro. Uma delas é que o chefe de estado reconheça que o assassinato do petista foi um crime político. A declaração foi feita no último sábado (16), à coluna do jornalista Ricardo Noblat, do portal Metrópoles. 

Para ir a Brasília junto com o outro irmão,  José de Arruda, Luiz Donizete quer ainda que o presidente faça um pronunciamento pela paz na política. O encontro estava marcado para a semana passada, mas foi cancelado. De acordo com o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), que era quem estava intermediando o contato, a reunião não ocorreu por “falta de agenda” do presidente. Na noite de quinta-feira (14), o parlamentar garantiu que os dois irmãos estariam em Brasília nesta semana. 

Em entrevista ao mesmo portal, Jair Bolsonaro mostrou que não está disposto a reconhecer que o petista foi vítima de um crime político. O presidente disse que não tem elementos para saber se houve motivação política ou não, já que, segundo ele, ainda não teve acesso ao inquérito. 

“Não tive acesso ao inquérito. Se alguém chegou lá gritando que aqui é Bolsonaro ou não. Não tenho condições. Não vou reconhecer aquilo que não tenho para ter uma entrevista com ele. Lamento a morte, não interessa se chegou gritando que é Bolsonaro, ou Lula. Se tinham richa antes. Não interessa”, disse Bolsonaro.

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