‘Tiro no pé’. É esta avaliação dos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a possível instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atual gestão da Petrobras. Segundo aliados, seria uma manobra arriscada e poderia ampliar o desgaste do governo.
Embora em guerra declarada contra a atual direção da Petrobras, uma ala do centrão, grupo de partidos que faz parte da base aliada do governo, passou a questionar a proposta de Bolsonaro para que o Congresso instale uma CPI.
São vários os argumentos: uma CPI teria pouco efeito prático sobre a principal necessidade do Planalto, que é conter o avanço do preço do diesel e da gasolina nas bombas; poderia ainda virar palanque para a oposição e se estender pelo período eleitoral —amplificando qualquer desgaste político.
A investigação, num caso como esse, é política, lembram deputados e líderes partidários. Por isso, a oposição poderá usar a comissão para atacar o presidente e a atuação dele diante do aumento nos preços dos combustíveis.
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