Quinta, 05 de Fevereiro de 2026
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Imaginar Lava Jato partidária é teoria da conspiração, diz Dallagnol

Procurador federal se defendeu após a divulgação de mensagens entre ele e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro

11/06/2019 08h34
Por: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O procurador federal Deltan Dallagnol divulgou um vídeo ontem (10) para defender a imparcialidade da Operação Lava Jato, após a divulgação de mensagens entre ele e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. 

Dallagnol assegurou que a operação acusou políticos e pessoas ligadas a diversos partidos. Ele também disse que seria natural a comunicação entre juízes e procuradores sem a presença da outra parte.

O procurador declarou ainda que "tentar imaginar que a Lava Jato é uma operação partidária é uma teoria da conspiração que não tem base nenhuma".

Ainda segundo ele, "só a Lava Jato em Curitiba acusou políticos e pessoas vinculadas ao PP, ao PT, ao PMDB, ao PSDB, ao PTB, e só a colaboração da Odebrecht nomeou 415 políticos de 26 diferentes partidos".

No vídeo, Dallagnol também citou que o Ministério Público Federal teve processos recusados e que 54 pessoas denunciadas foram absolvidas por Moro. 

"É normal que procuradores e advogados conversem com juízes sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se existiu conluio ou quebra da imparcialidade. A imparcialidade da Lava Jato é confirmada por muitos fatos. Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça. Cinquenta e quatro pessoas acusadas pelo Ministério Público foram absolvidas pelo [então] juiz federal Sérgio Moro. Nós recorremos centenas de vezes contra decisões, o que mostra não só que o juiz não acolheu o que o Ministério Público queria, mas mostra que o Ministério Público não se submeteu ao entendimento da Justiça. Some-se a tudo isso que todos os atos e decisões da Lava Jato são revisados por três instâncias independentes do Poder Judiciário, por vários julgadores", afirmou Dallagnol.

O procurador também defendeu a atuação do MPF no processo do triplex em Guarujá (SP), no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em 2018. 

"As provas do caso triplex embasaram a acusação porque eram robustas, e tanto eram robustas que nove julgadores de três instâncias concordaram com a robustez das provas e condenaram o ex-presidente Lula", disse.

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