Em um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta quarta-feira (2) que todos os brasileiros serão vacinados contra a Covid-19 ainda neste ano. Ele também destacou o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) e voltou a criticar políticas de isolamento social
“Neste ano, todos os brasileiros, que assim o desejarem, serão vacinados. Vacinas essas que forem aprovadas pela Anvisa”, disse o presidente no início de sua fala.
Em seguida, exaltou o contrato firmado entre o governo e a Fiocruz que garante a fabricação da vacina AstraZeneca em território nacional. “Ontem [terça-feira] assinamos acordo de transferência de tecnologia para a produção de vacina no Brasil entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Com isso, passaremos a integrar a elite de apenas cinco países que produzem vacinas contra o (sic) Covid no mundo”, disse.
Bolsonaro lamentou pelas quase 500 mil mortes provocadas pela doença. “Sinto profundamente por cada vida perdida em nosso país. hoje alcançamos a marca 100 milhões de doses de vacinas distribuídas a estado e municípios”, afirmou o presidente, em uma transmissão de aproximadamente cinco minutos.
No pronunciamento, o chefe do Executivo federal também voltou a atacar, de forma indireta, governadores e prefeitos que vêm atotando medidas de isolamento para conter pandemia, o que, segundo ele, prejudicou a economia do país. “O nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa. Não fechou o comércio, não fechou igrejas ou escolas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais”, criticou.
“Sempre disse que tínhamos dois problemas pela frente: o vírus e os empregos, que deveriam se tratados com a mesma responsabilidade e de forma simultânea”, acrescentou Bolsonaro.
Ele, por outro lado, destacou o crescimento em 1,2% do PIB. “O PIB projetado para 2021 prevê um crescimento da economia superior a 4%. Só no 1º trimestre deste ano, a economia mostrou seu vigor, estando entre os países do mundo que mais cresceram”, declarou.
O pronunciamento do mandatário ocorre em meio ao desgaste do governo causado pela CPI da Covid no Senado e poucos dias após os protestos de rua contra seu governo.
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