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Covid-19 Luto

Direção do HGCA confirma morte do radialista Rogério Magalhães

O quadro do radialista, que estava lutando contra a covid-19, se agravou nos últimos dias, após um AVC hemorrágico

01/06/2021 11h04 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Foto : Reprodução
Foto : Reprodução

A direção do Hospital Geral Clériston Andrade, confirmou na manhã desta terça (1), o falecimento do radialista Rogério Magalhães, que atualmente atuava na rádio Princesa FM. Desde ontem (31), que a situação dele já era considerada muito grave, porém, um protocolo para detectar a morte cerebral ainda estava em andamento, o que só foi finalizado hoje.

O quadro do radialista, que estava lutando contra a covid-19, se agravou nos últimos dias, após um AVC hemorrágico. Rogério Magalhães de Santana, tinha 53 anos, e deu entrada no Hospital Geral Clériston Andrade dia 15 de maio de 2021, às 22h00, e já chegou com os sintomas agravados, sendo imediatamente internado na UTI COVID da unidade.

Após a notícia do falecimento do radialista, a Fundação Santo Antônio, por meio de seu superintendente, o professor Dr. Frei Jorge Rocha, divulgou um pronunciamento nesta manhã.

Leia na íntegra:

ÉRIS: A NOTÍCIA QUE MATA

São conhecidos os ditos jornalistas que querem aparecer mais que a notícia. O que querem, na verdade, é alimentar a voracidade de leitores ávidos por sangue, mesmo que seja o sangue humano. São nutridos pela miséria alheia, por um passo de infortúnio que alguém tenha dado no passado, mesmo que tenha sido há 30 anos. Imediatamente, tais fatos, como por encanto de um F5, são atualizados como se tivessem acontecidos no dia de ontem.

São os partidários da deusa Éris que, na mitologia grega, era a deusa da discórdia. Filha dos reis do Olimpo Zeus e Hera. Éris é aquilo que são chamados pelos gregos de Daemones, ou seja, as "desgraças" para os romanos. Tomados pela inveja e pela incapacidade de crescimento, aos ditos jornalistas, só lhes resta destruir e separar, sobretudo, porque lhes faltam beleza e elegância, em sentido pleno, como faltavam à deusa Éris. 

A deusa Éris está viva na “pessoa” de blogs que reverbera a desgraça alheia, ainda mais, quando a pessoa acusada, se encontra num leito de UTI, à beira da morte, sem o direito ao contraditório, sem o exercício da ampla defesa, mas com a pena máxima decretada pelos juízes plantonistas das redes sociais, sob a toga da deusa Éris. Ainda bem que tais blogs têm credibilidade duvidosa e âncoras de baixa escolaridade, exceto a sucursal da vênus platinada. Nossa reverência ao g1 Bahia! 

A teia de envolvimento é tão ardilosa e catastrófica que não pode separar instituição e pessoa, classe trabalhista e indivíduo. A deusa Éris quer é “bagaceira”, quanto mais arrastar para o precipício será melhor, pois, assim, a desgraça é inteira. Eis o seu alimento, coisa de abutres, sem o qual morre de inanição por aquilo que os psiquiatras poderiam nominar como a “síndrome da notícia ruim". 

Estes são os profetas e profetizas da desgraça, travestidos de jornalistas que não têm compromisso com a verdade (aletheia), mas com o furor sensacionalista. Que a verdade, a seu tempo, apareça e restabeleça as relações e faça a devida justiça, inclusive para queles que brincaram com ela. O bom jornalismo, sem minimizar a dureza da vida e dos fatos, não é aquele que pratica a servidão à deusa Éris, nem tampouco é aquele em que o jornalista aparece mais que a notícia. 

O bom jornalismo é um servidor de “Aletheia”, pois sem apuração da verdade, o jornalismo “é uma fofoca organizada”. O bom jornalismo é aquele capaz de dar boas notícias, de ativar a esperança. É aquele que se propõe a prestar um serviço à humanidade, sendo capaz de retecer relações espedaçadas, mediante o bom senso da notícia. Rogério, espero e desejo que os seus algozes não sejam julgados por blogueiros abutres, com sentença de morte, através das mídias digitais, mas que sejam contemplados pelo Tribunal Divino, onde reina a misericórdia e a Verdade é transparente e imperativa. Lá, ninguém se esconde, pois é impossível condenar um inocente ou absolver um culpado. Lá, a deusa Éris não reina com discórdia nem mentiras, pois como disse o grande pensador grego Epiteto: “a verdade vence por si mesma, mas a mentira precisa de cúmplices”.

Prof. Dr. José Jorge Rocha