O senador Angelo Coronel (PSD) provocou o presidente nacional do DEM e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre o rompimento do democrata com o atual ministro da Cidadania, João Roma, seu ex-aliado.
Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, Coronel questionou o motivo de Neto ter reprovado a ida do aliado para o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), mas não ter sido contra o DEM ter dois ministros – Onyx Lorenzoni e Tereza Cristina na gestão.
“Não acredito que haja essa briga que tem sido tão alardeada, porque Neto poderia ter vetado a entrada de Onyx e Tereza. E ele nunca deu uma nota contraria à indicação dos dois e a manutenção. Estamos falando de um presidente de um partido. Não é uma nota contrária de um membro, mas de um presidente do partido. Em nenhum momento houve isso. Não se pode ter as benesses ocultas do governo, e as brigas abertas. Ou seja, bate em Bolsonaro porque está mal nas pesquisas, mas quer as benesses do governo”, afirmou.
O senador ressaltou que há a possibilidade de haver uma chapa do centrão na eleição de 2022 na Bahia. “Teríamos, então, mais de 50% dos prefeitos reunidos. Se os aliados forem desprezados, podem se abraçar. É uma hipótese forte. Se os aliados são desprezados, eles se unem. Podemos ter, então, uma chapa de Neto de direita. Uma de esquerda de Wagner, e a nossa de centro. Isso existe. É uma possibilidade. Agora, não tem nada definido de quem seria o governador, o senador, mas teria espaço ainda para atrair outros partidos do nosso arco de aliança”, acrescentou.
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