O Inter já tem os números e valores que sustentarão a temporada na ponta do lápis. A atual gestão de Alessandro Barcellos reformulou o planejamento orçamentário para 2021. O orçamento prevê redução nos gastos com o futebol, faturamento maior – com verba de bilheteria incluída – e aumento de receitas com a venda de jogadores.
A previsão é de que o clube tenha um superávit de R$ 194 mil ao final do ano. Bem diferente dos mais de R$ 63 milhões de prejuízo projetados em 2020 – o número final se aproxima dos R$ 80 milhões de déficit.
O ge teve acesso ao planejamento orçamentário enviado pela diretoria aos conselheiros e expõe os principais pontos abaixo. O orçamento será apresentado ao Conselho Deliberativo em reunião na próxima terça-feira. A votação para aprovação ou não do documento vai até o dia seguinte.
Os valores passaram por correções em relação ao primeiro esboço do orçamento, feito ainda pela gestão de Marcelo Medeiros. Trata-se de uma prática habitual nas trocas de diretoria. Há reduções nas expectativas de faturamento, venda de jogadores e também nas despesas com o futebol.
O planejamento orçamentário é um "guia" que projeta o que o clube pode gastar, a partir também das receitas que pretende receber ao longo da temporada.
Mais faturamento, bilheteria e necessidade de vender
Conforme o documento, o Inter projeta faturar R$ 411.562.330 em 2021. No ano passado, o faturamento previsto foi de R$ 336.765.571. O clube prevê um aumento de pouco mais de R$ 60 milhões em receitas na temporada. Das oito rubricas estipuladas, seis delas têm acréscimo nos valores projetados.
Em uma temporada que começa sem público nos estádios, o clube projeta receber R$ 5.437.725 em bilheteria. Há expectativa de que o torcedor possa voltar paulatinamente ao Beira-Rio no segundo semestre.
Em 2021, o Inter novamente depende da venda de atletas para fechar seu orçamento. O clube projeta faturar R$ 90 milhões com negociações de jogadores. Quase R$ 10 milhões a mais do que os R$ 80.130.000 previstos em 2020.
Redução de despesas no futebol
A diretoria colorada fala recorrentemente a cada entrevista que pretende enxugar gastos. A folha salarial com o futebol já foi reduzida em R$ 2 milhões, e esta cruzada para cortar despesas se reflete no orçamento.
O Inter pretende reduzir os gastos com futebol em R$ 3 milhões na temporada. Em 2021, estão previstos R$ 260.440.598 para o principal departamento do clube (veja a divisão abaixo). Em 2020, o valor foi de R$ 263.566.438. A redução é de 2% no orçamento.
Gastos com futebol
Pessoal e benefícios: R$ 145.455.737
Direito de imagem: R$ 26.100.663
Empréstimo de atletas: R$ 1.200.000
Baixa de direitos federativos: R$ 12.111.467
Amortização de atletas: R$ 44.820.484
Comissão s/ transferência de atletas adquiridos por empréstimo: R$ 300.000
Logística: R$ 9.695.550
Serviços de terceiros: R$ 4.834.383
Serviços de apoio: R$ 2.192.200
Material de consumo: R$ 4.978.006
Gratificação de atletas: R$ 4.850.000
Obrigações legais: R$ 16.723.768
Alugueis: R$ 5.045.100
Recuperação de despesas e formação de atletas: + 19.000.000
Outros custos: R$ 1.133.240
O clube projeta ainda um acréscimo nas despesas operacionais. O número salta de R$ 72.468.459 em 2020 para R$ 77.555.285 em 2021.
Todos esses números serão apreciados pelos conselheiros nesta terça-feira. O documento aprovado será disponibilizado a todos no Portal de Transparência do clube.
Previsão de lucro
Com receitas e despesas estimadas, o Inter espera ter um 2021 de superávit. Algo que não ocorre desde 2015, último ano que o clube fechou no positivo.
Conforme o documento, o clube espera fechar 2021 com R$ 194.508 de superávit. A situação é bem contrastante na comparação com os R$ 80 milhões de déficit esperados em 2020
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