O médico que atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Salvador Pedro Julião desabafou em um vídeo divulgado nas redes sociais na quarta-feira (03) em meio à explosão de casos do novo coronavírus. Na publicação, ele alertou para a falta de vagas em hospitais para pacientes infectados pela doença e afirmou que pessoas estão morrendo dentro de ambulâncias.
“Estamos desde as três horas da tarde com um paciente dentro da ambulância com desconforto respiratório, fazendo uso de oxigênio suplementar e máscara não reinalante. Salvador não tem vagas para a gente levar os pacientes. O que eu estou querendo dizer com isso? Por favor, entendam que a situação é gravíssima. Nós chegamos no limite da ocupação dos leitos”, afirmou.
“Sabemos que hoje a necessidade do isolamento social é muito importante. (…) Eu entendo que os comerciantes, as pessoas que precisam do trabalho informal, precisam levar comida pra casa, mas a gente tem que pensar que a vida humana é muito mais importante do que isso”, completou.
Ainda no vídeo, o profissional falou sobre as medidas de segurança contra a doença tomadas pelo governo do Estado e pela prefeitura. Ele pediu que a população entenda que decretos que impõem lockdown e toque de recolher são de extrema importância para manter o isolamento social, uma das principais formas de evitar o contágio da doença.
“Faça sua parte. A situação é real e precária. Não duvide que hoje não temos vagas para as pessoas nos hospitais, e muitas delas estão falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs”, completou.
Conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta pela Secretaria estadual de Saúde (Sesab), a Bahia possui 21.486 casos ativos de coronavírus. Desde o início da pandemia, 700.768 pessoas contraíram a doença e 12.251 morreram.
Ainda de acordo com a Sesab, 84% dos leitos de UTI já estão ocupados em todo estado. Nesta quinta, 337 pessoas aguardavam uma vaga por um leito na Bahia, deste número, 117 pacientes estão em Salvador. A média de espera para uma vaga na capital baiana saiu de até oito horas para 36 a 48 horas.
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