Ao contrário do que foi divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Hospital da Bahia afirmou que apenas cinco pacientes foram infectados com o ‘superfungo’ Candida auris. O órgão sustenta que 11 casos da doença foram identificadas na unidade de saúde privada.
Segundo o Correio, o infectologista Igor Brandão, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital da Bahia (CCIH), quatro pacientes estavam com quadro grave de covid-19 e o quinto teve uma doença de origem não revelada. “São pacientes altamente complexos, o que na nossa linguagem da medicina dizemos que são fatores de risco para fungemia. Ou seja, esses pacientes tem alto risco de ter algum fungo”, disse.
Dos contaminados, três morreram, mas não por causa do fungo, segundo o médico. “A infecção pode ser corresponsável, mas a doença mais grave e sem tratamento não foi a Candida auris e sim a covid-19”, revelou.
De acordo com a CNN, a infecção por Candida auris é resistente a medicamentos e pode ser fatal. Em todo o mundo, estima-se que infecções fúngicas invasivas de C. auris tenham levado à morte de entre 30% e 60% dos pacientes.
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