A vice-prefeita eleita em João Dourado, no centro-norte do estado, teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi expedida na quinta-feira (17) pelo ministro Luiz Felipe Salomão e impede a posse do prefeito eleito para 2020, Di Cardoso. Ainda é possível recorrer.
Rita de Cássia era mulher do ex-prefeito do município, Celso Loula, que morreu em setembro deste ano. Com a morte do marido, Rita, que era presidente da Câmara de Vereadores da cidade, assumiu a prefeitura de João Dourado, já que o vice-prefeito eleito em 2016 morreu em março do ano seguinte.
Na decisão, o ministro do TSE argumenta que Rita não podia sequer ter concorrido ao pleito, por ocupar o cargo de prefeita durante as eleições. Outro fator que a impediria de disputar o pleito era o vínculo com o ex-prefeito.
"A recorrida concorreu, na urna eletrônica, com o nome 'Rita de Dr. Celso', isto é, alusivo ao seu companheiro que falecera poucos meses antes do pleito", diz um trecho da decisão.
A defesa de Rita de Cássia ainda não se manifestou sobre o caso.
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