O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (7), segundo informações do portal G1, que a sociedade "entrará em pânico" se o Brasil não tiver um plano de vacinação contra a Covid-19 e que o Poder Legislativo definirá uma estratégia com ou sem a participação do governo.
"As pessoas vão começar a entrar em pânico se o Brasil ficar para trás nessa questão de ter um plano, uma estratégia clara e objetiva. É bom que isso seja feito com o governo. Eu disse já ao presidente Bolsonaro. Mas nós vamos avançar de qualquer jeito, até porque o Supremo também vai avançar. E acho que o melhor caminho é que se faça de maneira integrada entre Executivo, Legislativo e, depois, a decisão final do Supremo", afirmou.
De acordo com Maia, pesquisas que monitoram o comportamento da população brasileira nas redes sociais mostram "certo pânico" na sociedade em relação ao acesso à vacina. Ainda segundo o presidente da Câmara, famílias de alta renda já cogitam viajar para tomar a vacina no exterior, em países que já têm previsão de vacinação.
"É muito grave que o Brasil não defina logo um plano, não resolva de forma definitiva qual é o caminho e como o governo vai trabalhar e também como é que vai orientar o setor privado a trabalhar em relação às vacinas", afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, caso o governo não determine um calendário, o Legislativo deve tomar alguma medida ainda neste ano. "Junto com o governo é o ideal, mas, certamente, deve se tomar a iniciativa rápido", disse.
Uma lei aprovada em maio deste ano pelo Congresso estabelece prazo de 72 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize, de forma excepcional e temporária, a importação e a distribuição de medicamentos e insumos para o combate à Covid-19 que já tenham sido aprovados por algumas autoridades estrangeiras. Maia disse que, "em tese", essa lei poderia ser aplicada para antecipar a aprovação das vacinas por parte da agência.
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