O governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (19) que os indicadores epidemiológicos, por enquanto, não apontam para a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por Covid-19 na Bahia. Em entrevista durante uma agenda no bairro de Campinas de Brotas, o governador disse que, embora a ocupação de enfermarias infantis na capital tenha chegado a uma fase de pré-colapso, a situação está sob controle.
“Os números de [pacientes] internados continuam estáveis, com tendência de redução. Tanto é que nós desativamos a Fonte Nova [onde funcionava um hospital de campanha]. Os leitos infantis, esses qualquer variação eles impactam muito percentualmente. Como até aqui [o coronavírus] não foi uma doença que chegou às crianças, o número de leitos reservados a crianças foi muito pequeno. Então, quando você tem dez leitos, se aparecem duas crianças a mais, cresceu 20%. Se você tinha cinco, apareceram duas, vai para 70%. Se aparecerem três crianças, 80%. Então, os números desde o início da pandemia dedicados a crianças sempre foram números, comparados com adulto, muito pequenos. Chegaram a ser menos de 10% os leitos dedicados a crianças. Mas, por enquanto, nada que indique uma segunda onda”, afirmou Rui Costa.
De acordo com boletim mais recente da Sesab (Secretaria Estadual da Saúde), a Bahia registrou 654 novos casos de Covid-19 e 28 mortes provocadas pela doença. Até o momento, o estado soma 7.316 óbitos e 335.351 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. A capital baiana, onde 3.921 já perderam a vida, contabiliza 89.020 casos.
Na entrevista, o governador também fez um apelo para os prefeitos de cidades do interior continuarem testando a população.
“Nós temos testes PCR disponíveis. Estamos fazendo testes hoje, infelizmente, abaixo da capacidade do Lacen [Laboratório Central], porque nós diminuímos muito a testagem dos municípios. O Estado tem material, tem kit e tem capacidade de processar exames de PCR”, pediu o chefe do Executivo estadual.
‘Nova onda pode ser avassaladora’, diz secretário municipal
Mais cedo, em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, o secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, afirmou que uma segunda onda de Covid-19 na capital “pode ser avassaladora”.
Prates disse que, além de os leitos pediátricos terem alcançado 100% de ocupação, o sistema de saúde corre risco de colapsar, uma vez que aumentou a demanda para tratamento de outros tipos de enfermidades.
“Tivemos muita gente que não se cuidou ]durante a pandemia]. Temos crescimento de pacientes vasculares graves, principalmente nas UPAs, e coronarianos também. Crescimento do número de infartos é uma coisa impressionante”, disse.
“A situação do sistema público de saúde para uma segunda onda é mais frágil do que tivemos na primeira onda. Porque temos um número de pacientes bem maior, quem não se cuidou durante o coronavírus”, declarou o secretário.
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