Em agosto, a Bahia tinha o 3º maior nível de isolamento social entre os estados brasileiros, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (PNAD Covid-19), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quatro em cada 10 pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica (43,1% da população baiana, o equivalente a 6,436 milhões de pessoas), enquanto quase três em cada 10 pessoas disseram estar rigorosamente isoladas (26,7% da população, ou 3,977 milhões). Somando os dois grupos, 7 em cada 10 moradores do estado estavam em algum grau de isolamento (69,8% ou 10,414 milhões de pessoas), percentual que só ficava abaixo dos verificados no Piauí (71,7% em algum grau de isolamento) e em Alagoas (70,4%).
Em agosto, os estados com menor adesão ao isolamento social eram Amazonas (50,0% da população em algum nível de isolamento), Rondônia (54,6%) e Mato Grosso (55,1%).
Embora a Bahia ainda esteja entre os estados com maior índice de isolamento social, de julho para agosto 414 mil pessoas no estado flexibilizaram de alguma forma esse afastamento. O número dos que estavam rigorosamente isolados caiu 5,7%, entre um mês e outro, o que representou menos 240 mil nessa condição. Já o grupo que só saía de casa para necessidades básicas foi reduzido em 2,6% (menos 174 mil pessoas).
Por outro lado, no mês em que as medidas de reabertura de muitas atividades se iniciaram na Bahia, cresceu o número de pessoas que ainda reduziam o contato, mas saíam de casa ou recebiam visitas. Esse grupo cresceu 10,9% frente a julho, somando mais 422 mil pessoas e chegando a 4,310 milhões em agosto (28,9% da população do estado), passando a ser maior que os rigorosamente isolados.
Entre as pessoas que estavam rigorosamente isoladas na Bahia, em agosto, predominavam as mulheres (55,8% desse grupo), as crianças até 13 anos de idade (49,0%) e os menos escolarizados (73,9% não tinham instrução até o fundamental incompleto).
Já entre as pessoas que tinham flexibilizado o isolamento (continuavam saindo ou recebendo visitas), a grande maioria eram homens (61,2%), adultos de 30 a 49 anos de idade (50,1%), com ensino médio completo a superior incompleto. O perfil está fortemente relacionado à participação no mercado de trabalho.
Entre os rigorosamente isolados, os pretos ou pardos estavam um pouco menos presentes (79,1% desse grupo) do que entre aqueles em isolamento flexibilizado (81,9%). A maior presença de pretos ou pardos estava entre as pessoas que não faziam nenhuma restrição ao convívio social em agosto: eles representavam 83,9% desse grupo, que era, por sua vez, bastante reduzido na Bahia, somando 151 mil pessoas, apenas 1,0% de toda a população do estado.
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