Diante de um cenário de contingenciamentos na administração pública federal, gestão do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF) prevê gastos estimados em R$ 29,5 milhões.
De acordo com o Estadão, os gastos incluem compra de veículos blindados, a troca de aparelho de telefone fixo, reforma no gabinete da presidência do tribunal e refeições como lagosta e rótulos de vinhos agraciados com premiações internacionais.
No caso do “edital da lagosta e do vinho”, a aquisição de R$ 481,7 mil foi contestada em ações judiciais, mas acabou liberada.
Levantamento feito pela associação Contas Abertas aponta que a antecessora de Toffoli no comando do STF, durante a presidência da ministra Cármen Lúcia, promovia média mensal de despesas discricionárias em R$ 13,142 milhões.
Na gestão do atual presidente, o valor subiu para R$ 15,625 milhões por mês, o que corresponde a aumento de R$ 2,48 milhões.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação Social da Corte alegou que a gestão do presidente Dias Toffoli tem adotado um conjunto de medidas para reduzir gastos e melhorar a prestação de serviços, por meio de renegociações e mudanças de contratos, com economia de até 36% sobre valores iniciais. Ainda de acordo com o tribunal, as despesas são definidas em conformidade com “o planejamento estratégico” da Corte.
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