A maioria dos estudantes de instituições federais de ensino superior é negra e tem renda mensal per capita de até um salário mínimo e meio. Os dados constam de pesquisa divulgada ontem (16) pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
O levantamento aponta que, em 2018, dos 1,2 milhão de estudantes das universidades e institutos em todo o país, 470,2 mil se declaram pardos e 143,5 mil se reconhecem como pretos, sendo que 10,7 mil se afirmam pretos quilombolas, de acordo com a classificação usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 51,2% do total de alunos. Outros 43,3% se declaram brancos, 2,1% amarelos e 0,9% indígenas. A Andifes indica que, em comparação com o levantamento anterior, de 2014, o número de negros quilombolas mais do que duplicou.
Em relação à situação econômica, 70,2% do total de estudantes vive em famílias com renda mensal per capita entre 0,5 e 1,5 salário mínimo. Na Bahia, 77,4% dos alunos estão nessa condição. Na outra ponta, a porcentagem de alunos com renda per capita acima de sete salários mínimos não chega a 2%.
O levantamento ainda aponta que 64,7% dos estudantes cursaram o ensino médio em escola pública, enquanto 35,3% são oriundos de escolas particulares.
A V Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação foi realizada pela Andifes entre fevereiro e junho de 2018 e levou em consideração mais de 424,1 mil respostas de estudantes.
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