O Ministério Público do Rio (MP-RJ) identificou que uma formas que Flávio Bolsonaro teria usado para lavar o dinheiro arrecadado com a prática de rachadinha ocorreu por meio do sargento da Polícia Militar do Rio Diego Sodré de Castro Ambrósio. Segundo apuração dos promotores, o PM chegou a pagar um boleto em nome da mulher de Flávio, Fernanda Antunes Nantes Bolsonaro, referente à parcela da compra de um imóvel. As informações são do jornal O Globo.
Segundo a publicação, a investigação do caso Queiroz identificou ao menos duas relações financeiras entre Ambrósio e Flávio Bolsonaro. Em 2014, o policial abriu a empresa de vigilância Santa Clara Serviços. Nos anos seguintes (2015 a 2018), foram identificados transferências bancárias e depósitos em cheque do próprio Ambrósio e da Santa Clara para a conta corrente da loja de chocolates de propriedade de Flávio Bolsonaro. Segundo a investigação, a contabilidade da loja era usada por Flávio para mascarar dinheiro devolvido por seus assessores na Alerj. Os promotores também identificaram, em 2016, transferências do policial para dois assessores de Flávio.
A relação entre os dois também tem outro capítulo. Em 2016, quando Flávio e sua mulher compraram um apartamento em Laranjeiras, uma das parcelas, no valor de R$ 16,5 mil foram pagar pelo policial. O boleto bancário emitido estava em nome da mulher de Flávio, Fernanda Antunes Nantes Bolsonaro. Naquele ano, o capital social da empresa e Ambrósio era de R$ 20 mil, assinalam os promotores.
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