O MBL (Movimento Brasil Livre) protocolou no Ministério Público Federal uma representação que pede a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu, soltos na semana passada.
O requerimento, protocolado pelo advogado Rubinho Nunes, aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional nos discursos de Lula após ele deixar a prisão. As falas do ex-presidente foram consideradas acima do tom até por dirigentes do PT.
“A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, a gente tem que resistir”, disse Lula, antes de complementar: “Na verdade, atacar e não apenas se defender”.
O documento também relembra falas de José Dirceu ao deixar a prisão. "Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. E para isso nós precisamos deixar claro que nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Nós somos tudo o contrário do que esse governo está fazendo."
Na segunda (11), os deputados Sanderson (PSL-RS) e Carla Zambelli (PSL-SP) entregaram ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de prisão preventiva de Lula. O senador Major Olimpio (PSL-SP) fez o mesmo.
Para o advogado de José Dirceu, Roberto Podval, o MBL busca, "através do Judiciário, calar pessoas que estão respondendo processo e estão em liberdade". "Elas poderiam estar presas, inclusive, e ainda assim, teriam o direito de externar opinião", diz ele.
Para Podval, "não é a liberdade ou a prisão que vai calar a voz dessas pessoas que são políticas. Não dá para um movimento procurar um Judiciário para calar as pessoas que contrariam a sua ideologia."
A defesa de Lula ainda não se manifestou.
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