Logo após deixar a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, nesta sexta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso com forte ataque à Lava Jato, setores do Judiciário e também ao presidente Jair Bolsonaro (PT). O petista foi solto na tarde desta sexta-feira, após 580 dias preso.
“O lado podre da justiça, o lado podre do Ministério Público, o lado podre da Polícia Federal e o lado podre da Receita Federal trabalharam para tentar criminalizar a esquerda, criminalizar o PT, criminalizar o Lula”, disse diretamente de um palanque armado.
O petista falou em "safadeza" e "canalhice" do que chamou de "lado podre" de Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça e Receita Federal. Setores que, segundo ele, trabalharam para criminalizar a esquerda, o PT e o próprio Lula.
“Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir à safadeza e à canalhice que um lado podre do estado brasileiro fez comigo e com a sociedade brasileira”, desabafou o ex-presidente à militância.
O ex-presidente também atacou o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. “Eu saio daqui sem ódio. Aos 74 anos meu coração só tem espaço para amor porque é o amor que vai vencer neste país", disse, diante de aplausos dos militantes presentes”.
O petista também criticou a situação do desemprego do país e se referiu a Bolsonaro como “mentiroso” em redes sociais. No discurso, Lula ainda agradeceu os militantes que permaneceram em vigília durante todo o período que esteve preso.
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