O presidente Jair Bolsonaro poderá ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), morta no dia 14 de março de 2018, junto com seu motorista, Anderson Gomes.
Na edição do Jornal Nacional desta terça-feira (30), o telejornal mostrou que teve acesso com exclusividade a registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o principal suspeito de matar a parlamentar, mesmo endereço que mantem residência o chefe do Palácio do Planalto.
Conforme contou em depoimento à polícia um porteiro do condomínio, horas antes do assassinato, um suspeito do crime, Élcio de Queiroz, foi ao local informando que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro.
No dia, conforme apontam registros, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo o porteiro, contudo, alguém com a voz dele autorizou a entrada no prédio.
No mesmo condomínio vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil como o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. O suspeito teria anunciado ao porteiro que visitaria Bolsonaro, mas se direcionou para a casa de Lessa.
Como houve citação ao nome do presidente, a lei obriga o STF analise a situação.
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