O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou nesta quarta-feira (23) o fim da interdição das sedes da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), em Salvador e no interior do estado. A decisão do desembargador Roberto Maynard Frank, relator do processo.
Além da desinterdição, a Corte determinou o desbloqueio das contas da associação, no prazo de 24h, bem como a restituição e todos os valores pecuniários apreendidos nas dependências da Aspra, mais a devolução dos documentos e equipamentos identificados nos termos circunstanciados de busca e apreensão como vinculados à atividade de atendimento social e à assessoria jurídica.
No entanto, foi mantida a ordem de suspensão das atividades de caráter ilícito imputadas à Aspra, com a ressalva de que a associação terá que se abster “de promover atos, sejam públicos ou interna corporis, no sentido de incitar, sob qualquer forma, o movimento paredista dos militares”. Caso esta parte seja descumprida, será aplicada uma multa de 20% do valor da causa.
Na última quarta-feira (16), as sedes da associação foram interditadas por um pedido formulado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), o MP-BA sustentou que a entidade realizava assembleias incitando movimento paredista da classe dos policiais, afrontando o artigo 142 da Constituição Federal, e causando grave risco à segurança pública e à coletividade.
Na última semana, o movimento paredista, liderado pelo deputado estadual Soldado Prisco (PSC) tomou conta do noticiário estadual. Foi tentado promoter uma greve da PM, sem êxito. No ato mais grave do movimento, um grupo liderado por Prisco, que é comandante da Aspra, teria sido alvo de um atentado. No Whatsapp, circularam vídeos e fotos em que mostram o suposto ataque. Conforme apurado pelo Bahia Notícias, ninguém foi ficou ferido com arma de fogo, mas com estilhaço de vidro.
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