A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com início previsto para 1º de agosto, pode gerar perdas de até R$ 1,8 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia.
A projeção consta em nota técnica da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgada nesta segunda-feira (14), e alerta para os efeitos imediatos sobre a competitividade dos produtos baianos no mercado norte-americano. De acordo com o estudo, o tarifaço pode provocar uma queda de US$ 643,5 milhões nas exportações do estado, uma redução de 5,4% em relação ao total exportado em 2024, que foi de US$ 11,9 bilhões.
Caso não haja redirecionamento das vendas para outros mercados internacionais, o impacto no PIB estadual pode chegar a 0,38%.
Segundo Armando Castro, diretor de Indicadores e Estatística da SEI, a decisão dos EUA ocorre em um momento de alta nas exportações brasileiras ao país e tende a atingir duramente a cadeia produtiva da Bahia. “A medida compromete a geração de emprego e renda e atinge setores estratégicos da economia baiana”, afirmou.
Entre os principais segmentos exportadores da Bahia para os Estados Unidos estão papel e celulose (25,3%), químicos e petroquímicos (23,5%), borracha e derivados (11,8%), metalurgia (8,2%), frutas (8,1%), cacau e derivados (7,1%) e petróleo (5%). Esses setores concentram 89% das vendas externas baianas ao mercado norte-americano.
Apesar de a China seguir como principal destino das exportações da Bahia, com 28,2% em 2024 e 23,6% no primeiro semestre de 2025, os Estados Unidos ocupam o terceiro lugar no ranking, com 7,4% em 2024 e 8,3% no mesmo período deste ano.
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