Sexta, 30 de Janeiro de 2026
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Tarifaço de Trump pode impactar cacau, combustíveis e pneus produzidos na Bahia

José Acácio Ferreira afirma que o governo baiano já estuda medidas de mitigação

11/07/2025 16h53
Por: Redação
Tarifaço de Trump pode impactar cacau, combustíveis e pneus produzidos na Bahia

O tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os produtos brasileiros pode afetar setores estratégicos da economia baiana, como o cacau, os óleos combustíveis e a produção de pneus. O contexto foi revelado ao bahia.ba pelo diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Acácio Ferreira.

Apesar dessas preocupações, o diretor da SEI garantiu que não há motivo para pânico.

“Não vamos fazer alarmismo. Acreditamos que essa medida vai chegar à Bahia como uma onda fraca, distante do que está sendo anunciado. O importante agora é proteger os baianos, as arrecadações de ICMS e a economia regional com base em dados concretos”, avaliou Acácio, em entrevista ao bahia.ba.

Governo já trabalha para mitigar efeitos do tarifaço

Para o diretor da SEI, o impacto não deve ser generalizado. Questionado se o governador Jerônimo Rodrigues (PT) solicitou alguma nota técnica sobre o tarifaço, Ferreira afirmou que o governo estadual já iniciou a elaboração de estudos técnicos para mitigar os efeitos da medida. 

“Os principais produtos exportados aos Estados Unidos pela Bahia são cacau e derivados, incluindo o produto acabado, óleos [combustíveis] e pneus. Esses setores merecem atenção especial. O governador está atento a isso e solicitou imediatamente uma nota técnica à SEI para embasar decisões com evidência científica”, disse.

O diretor ponderou que os EUA não são o principal destino das exportações baianas (China e Singapura estão à frente), mas alertou para o risco de descontinuidade em cadeias produtivas devido à dependência de importações.

“A Bahia importa mais dos Estados Unidos do que exporta. Isso inclui maquinários, que são essenciais para cadeias de suprimento no estado. O impacto pode ser sentido em setores que dependem dessas peças e equipamentos”, afirmou Acácio.

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