O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou, neste domingo (6), o adiamento da eleição interna em Minas Gerais após determinação judicial que incluiu a deputada federal Dandara Tonantzin na disputa. A legenda alegou “impossibilidade logística” para inserir o nome da parlamentar nas cédulas já distribuídas, o que inviabilizou a votação em todos os níveis no estado. Com isso, a apuração nacional ficou comprometida, e uma nova data ainda não foi definida.
A direção nacional informou que os prazos para envio dos resultados ao sistema central, inicialmente previstos para até 7 de julho, estão suspensos. O presidente interino do partido, Humberto Costa, considerou um “erro” a decisão de acionar a Justiça, reforçando que as deliberações internas são tomadas por ampla maioria do diretório.
A Justiça determinou que o PT adotasse medidas para garantir igualdade de condições à candidatura de Dandara, que havia sido barrada por pendências financeiras com o partido. “A Comissão Executiva Nacional deliberou pelo adiamento da realização do PED no Estado de Minas Gerais para data a ser definida pelo Diretório Nacional”, disse comunicado oficial.
O partido convocou uma reunião extraordinária para 8 de julho, às 17h, com o objetivo de debater o impasse em Minas e outros processos judiciais envolvendo filiados. Em nota, o PT ressaltou que não reconhece manifestações do diretório estadual sobre os efeitos da decisão judicial e reafirmou a autoridade da instância nacional na condução do processo.
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