O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) tornou a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), inelegível na eleição de 2024. Ela tentava a reeleição na cidade que é o terceiro maior colégio eleitoral do estado. A gestora municipal ainda pode recorrer.
Na última segunda-feira (16), a Corte já tinha formado maioria maioria para declarar a inelegibilidade de Sheila. Agora, a votação chegou ao final, com o voto da desembargadora Maízia Seal, que votou contra a candidatura, junto com Maurício Kertzman, Ricardo Maracajá e Danilo Costa. Votaram a favor de Sheila os desembargadores Pedro Godinho, Moacyr Pitta e Abelardo Paulo.
A inelegibilidade é fruto de uma ação Federação Brasil da Esperança (PT/PcdoB/PV), que pediu a impugnação da candidatura de Sheila, sob o argumento de que sua possível recondução ao cargo representaria alternância de poder, uma vez que sua mãe também já assumiu a presidência.
Sheila Lemos foi eleita vice-prefeita na chapa de Herzem Gusmão (MDB) em 2020, mas, após o falecimento do então prefeito, assumiu o comando do Executivo municipal em 2021. Irma Lemos, mãe de Sheila, também já foi eleita vice-prefeita na chapa de Gusmão em 2016 e chegou a assumir o cargo de prefeita interina em duas ocasiões motivadas por afastamentos de Herzem Gusmão para tratar problemas de saúde.
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