Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinar que eventos oficiais em memória aos 60 anos do Golpe Militar fossem evitados, uma solenidade marcada para o dia 1º de abril foi cancelada pelo Ministério dos Direitos Humanos. O evento contaria com discurso do titular da pasta, Silvio Almeida, e exaltação à luta de militantes e pessoas perseguidas durante o período. As informações são da Folha de S. Paulo.
Aliados do presidente apontam que o argumento de que a cerimônia oficial poderia provocar uma reação negativa de militares prevaleceu. As fontes ainda afirmaram ao jornal que o mandatário desencorajou celebrações das Forças Armadas ao golpe.
Apesar deste cancelamento, auxiliares do ministro apontam que outras agendas como reuniões ordinárias da Comissão de Anistia para julgamento de processos devem ser mantidas. A comissão irá julgar entre os dias 20 a 2 de abril uma série de processos sobre o período. Membros querem ainda aproveitar a semana do golpe militar para julgar processos históricos no 2 de abril. Dois dos processos envolvem reparações para os povos indígenas Krenak e Guyraroka, alvos de militares na ditadura.
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