Em coletiva de imprensa convocada nesta terça-feira (5), o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, e o comandante-geral da Polícia Militar, Paulo Coutinho, apresentaram os resultados da operação policial realizada na segunda (4), na região do Calabar e Alto das Pombas, em Salvador. Diversas ações foram realizadas ao longo do dia, culminando na prisão de oito suspeitos, na libertação de 17 reféns, e na apreensão de armas, sendo seis fuzis e oito pistolas, além de três granadas, drogas e munições.
Ainda na coletiva, que aconteceu no Quartel do Comando Geral da PM, no Largo dos Aflitos, as autoridades divulgaram a apreensão de 44 fuzis e quatro mil armas de fogo, entre janeiro e agosto deste ano. “Quando eu falo 44 fuzis apreendidos este ano é um número muito significativo. No ano passado, ao todo foram 22. Então, em oito meses nós conseguimos apreender o dobro de fuzis do ano passado. Quatro mil armas já é um recorde de apreensão. Isso mostra as ações de inteligência e de policiamento preventivo que estão sendo realizadas pelas forças de segurança no estado. Vamos continuar, porque estamos integrados com a comunidade. É um processo de confiança que vamos construindo a partir disso”, afirmou o secretário Marcelo Werner.
De acordo com o comandante-geral da PMBA, coronel Paulo Coutinho, as forças de segurança têm feito um trabalho contínuo e permanente. Ele também falou sobre a atuação dos policiais na operação de segunda-feira. “Nós tivemos uma investida criminosa que, após 48 horas, o trabalho da inteligência proporcionou uma interferência de maneira cirúrgica na comunidade. Os criminosos tinham o conhecimento da região e as forças adentraram lá para atuar. Isso deixa claro que não há lugar na Bahia onde a Polícia Militar não esteja presente. E vamos deixar esse recado de maneira transparente: a força, na Bahia, é do Estado, não é do crime”, ressaltou o comandante-geral.
O titular da SSP destacou que ações com reféns são um modo de agir típico de grandes facções de outros estados, mas que vêm ocorrendo na capital baiana. “Não é uma exclusividade da Bahia, este é um problema nacional. Eles estão crescendo e cooptando facções menores em outros estados. No primeiro semestre, nós realizamos algumas ações nos bairros de Salvador e por diversas vezes, no momento em que estávamos ocupando aquela região, a gente acabava confrontando criminosos que faziam exatamente esse mesmo modus operandi: invadiam residências, faziam transmissões ao vivo na redes sociais e começavam um processo de negociação”, explicou.
Nesses casos, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar da Bahia é responsável pelo trabalho de gerenciamento e negociação. “Em todos os mais de dez eventos desta natureza, este ano, em Salvador, conseguimos fazer com que o criminoso se entregasse, entregasse a arma e liberasse os reféns. Ontem, foram 17 reféns liberados, crianças de três anos, adolescentes, mulheres, idosos, que foram maltratados, violentados por criminosos que estavam com armamentos pesados e que usaram essas pessoas como escudo para poderem fazer a rendição”, destaca Werner.
BA Tarifas dos EUA devem atingir apenas 1,8% das exportações do agro baiano, aponta Faeb
BA Jerônimo diz que nova concessionária da BR-324 e BR-116 pode ser definida entre agosto e outubro
Bahia Chá revelação com fogos provoca incêndio em rancho turístico de Vitória da Conquista
Bahia Feira de Santana e Vitória da Conquista concentram número de mortes de motociclistas em rodovias federais
Bahia Uneb abre inscrições para mais de 2,4 mil vagas remanescentes em cursos de graduação
Bahia Jerônimo oficializa mudanças no secretariado da Bahia