Feira de Santana vive, desde a última semana, uma crise na saúde, após médicos vinculados às unidades de saúde municipal entrarem em greve por tempo indeterminado desde a última segunda -feira (10). Diante da situação, Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou que o município adote as medidas cabíveis para garantir que atividades essenciais, como urgência, emergência e Unidades de Terapia Intensiva, mantenham-se integralmente preservadas.
A recomendação, da promotora de Justiça Amanda Buarque Bernardo, foi direcionada ao prefeito, Colbert Martins (MDB), e ao secretário Municipal de Saúde. Eles têm o prazo de 24 horas para encaminhar ao MP informações sobre providências que serão tomadas. A promotora orienta ainda que as demais unidades funcionem com o número de profissionais necessários para garantir acesso e assistência aos pacientes, enquanto durar o movimento de greve. O médico protestam contra o “descumprimento no pagamento dos honorários médicos”
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) considera que a greve é apenas mais um capítulo da crise no sistema de saúde de Feira de Santana. A pasta já havia acusado o município de deixar de pagar um valor superior a R$ 1,6 milhão ao consórcio que administra a Policlínica Regional. Além disso, de acordo com a Sesab, somente em 2023, já foram recebidos relatos sobre a falta de materiais e insumos nas unidades, como seringas para aplicar vacinas.
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