O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), afirmou que, embora prefira aguardar o desenrolar dos fatos acerca da suposta troca de colaboração entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol no âmbito da Lava Jato, os ex-presidentes Lula e Dilma podem ser considerados “inocentes”.
“Você pode pré-julgar que Lula foi inquirido e ele foi colocado de tal maneira que ele foi um inocente na história. A Dilma […] Você acha que naquela época dos vazamentos do áudio de Dilma com Lula […] Agora tem uma contraprestação do que aconteceu antes, quando foi dito pelo Dallagnon e pelo Moro, em que eles diziam que ‘tem pegar mesmo’, ‘tem que fazer’, declarou Leão em entrevista à rádio Metrópole na noite desta segunda-feira (10).
O vice-governador baiano referia-se ao episódio em que Moro divulgou, em março de 2016, um grampo de uma ligação telefônica entre Lula e Dilma.
“Não podemos dizer que tudo isso e verdade, vamos esperar esse acontecimento. Mas, ao que parece, o Moro não é esse Moro todo que se fala”, disse Leão.
“E outra coisa? Onde está a lei? O juiz não pode dialogar com pessoa que é da acusação tbm nao pode dialogar com uma pessoa que é da defesa. O juiz tem que ser límpido, tem que ser transparente”, acrescentou o vice-governador.
No último domingo (9), o site The Intercept Brasil informou ter tido acesso, por meio de uma fonte anônima, a mensagens trocadas por Moro, quando ainda era juiz federal, e procuradores do Ministério Público Federal, entre eles Deltan Dallagnol, um dos personagens mais conhecidas da Lava Jato. Parte do conteúdo já foi divulgado.
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