Após se livrar de dezenas de processos, denúncias e inquéritos, o ex-presidente Lula (PT) recorrerá à Justiça contra quatro desafetos: Deltan Dallagnol, Eduardo Bolsonaro, Delcídio do Amaral e Filipe Pace.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o primeiro julgamento deve ser na próxima semana, contra o ex-procurador Deltan Dallagnol. No processo, o petista acusa Dallagnol de abuso de poder ao imputar a ele práticas de crimes com adjetivações no emblemático PowerPoint, em 2016, e pede R$ 1 milhão por danos morais.
Na apresentação, o ex-procurador colocou o nome de Lula no centro, ligando a ele vários balões com expressões como “governabilidade corrompida”, “José Dirceu”, “mensalão” e “perpetuação criminosa no poder”.
Ainda segundo a publicação, o ex-presidente vai processar também o ex-senador Delcídio do Amaral, que em delação o acusou de participar de um esquema para silenciar um diretor da Petrobras acusado de corrupção. Na ação, Lula diz que Delcídio mentiu e pede indenização de R$ 1,5 milhão.
Em um terceiro processo, ele pede reparação por danos morais ao delegado da Polícia Federal Filipe Pace, que em uma investigação contra o ex-ministro Antonio Palocci atribuiu a Lula a palavra “amigo”, encontrada em uma planilha de propinas.
O quarto processo movido pelo ex-presidente é contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (UB-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. A ação foi movida após o parlamentar publicar nas redes sociais a informação falsa de que a ex-primeira-dama Marisa Letícia possuía R$ 256 milhões em investimentos financeiros. Segundo a coluna, Lula perdeu em primeira instância, mas recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Neste caso, o petista pede uma indenização no valor de R$ 131 mil.
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